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TitleO Evangelho de Sri Ram a Krishna
Tags Spirit Ramakrishna
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Table of Contents
                            Índice
Prefácio
Introdução
Infância
Ida a Calcutá
Educação para ganhar o pão
Templo de Kali em Dakshineswar
Shiva
Radhakanta
Kali
Sri Ramakrishna Sacerdote
Primeira Visão de Kali
Estado de Intoxicação Divina
Haladhari
Casamento e o que se seguiu
A Brahmani
Tantra
Disciplinas Vaishnavas
Ramlala
Em Comunhão com O Divino Bem-Amado
Vedanta
Totapuri
Kali e Maya
A Lição de Totapuri
Companhia dos Santos e Devotos
Islamismo
Cristianismo
Atitudes em relação a Diferentes Religiões
Peregrinação
O “Ego” do Mestre
Resumo das experiências espirituais do mestre
Brahmo Samaj
Arya Samaj
Keshab Chandra Sen
Outros Chefes Brahmos
O anelo do Mestre para ter seus próprios Devotos
Método de Ensino do Mestre
Devotos Chefes de Família
Futuros Monges
Ram e Manomohan
Surendra
Kedar
Harish
Bhavanath
Balaram Bose
Mahendra ou M.
Nag Mahashay
Girish Ghosh
Purna
Mahimacharan e Pratap Hazra
Alguns Homens Importantes
Kristodas Pal
Discípulos Monásticos
Latu
Rakhal
Gopal Mais Velho
Narendra
Tarak
Baburam
Niranjan
Jogindra
Sashi e Sarat
Harinath
Gangadhar
Hariprasanna
Kali
Subodh
Sarada
Devotas
Gopal Ma
A Marcha dos Acontecimentos
O Acidente com o Braço do Mestre
Começo da Doença
Syampukur
Últimos dias em Cossipore
Mahasamadhi
Capítulo I
Mestre e Discípulo
Capítulo II
Na Companhia dos Devotos
Capítulo III
Visita a Vidyasagar
Capítulo IV
Conselho aos Chefes de Família
Capítulo V
O Mestre e Keshab
Cronologia da Vida de Sri Ramakrishna
                        
Document Text Contents
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Alguns dias mais tarde, estando Narendra sozinho com o Mestre, Sri Ramakrishna olhou para ele e entrou
em samadhi. Narendra sentiu a penetração de uma força sutil e perdeu a consciência exterior. Retomando
ao seu estado normal, encontrou o Mestre chorando.

Sri Ramakrishna disse-lhe: “Hoje dei-lhe tudo de mim e agora, sou apenas um pobre faquir, não possuindo
nada mais. Com esse poder, você fará um bem imenso ao mundo e somente quando ele estiver pronto,
você voltará.” Dali em diante o Mestre viveu no discípulo.

A dúvida, contudo, custa a morrer. Depois de um ou dois dias, Narendra disse para si mesmo: “Se em meio
de uma terrível dor física, ele declarar sua Divindade, só então, o aceitarei como uma Encarnação Divina.”
Estava sozinho ao lado da cama do Mestre. Foi um pensamento passageiro, mas o Mestre sorriu. Juntando
a força que lhe sobrava, disse-lhe claramente: “Aquele que foi Rama e Krishna é agora, nesse corpo,
Ramakrishna – mas não no seu sentido vedantista.” Narendra foi tomado de vergonha.

Mahasamadhi

Domingo, 15 de agosto de 1886. O pulso do Mestre tornou-se irregular. Os devotos estavam de pé, junto à
cama. Ao entardecer, Sri Ramakrishna teve dificuldade de respirar. Pouco tempo depois queixou-se de
fome. Um pouco de comida líquida foi colocada em sua boca: uma parte foi engolida e o restante escorreu
pelo queixo. Dois atendentes começaram a abaná-lo. Imediatamente entrou em samadhi de um tipo
incomum. O corpo tornou-se rígido. Sashi começou a chorar, mas depois da meia-noite, o Mestre reviveu.
Estava agora com muita fome e serviu-se de uma tigela de mingau. Disse que estava suficientemente forte
de novo. Sentou-se em cima de cinco ou seis travesseiros, escorados pelo corpo de Sashi que o abanava.
Narendra colocou os pés no seu colo e começou a massageá-los. Repetidamente, o Mestre disse-lhe,
“Tome conta desses rapazes.” Então pediu para se deitar. Por três vezes, num tom ritmado, chamou pelo
nome de Kali, a Bem-amada de sua vida e voltou-se a se deitar. Dois minutos depois de uma hora, ouviu-se
um som baixo, vindo da garganta e ele tombou para um lado. Um arrepio cobriu seu corpo. O cabelo ficou
em pé, os olhos fixaram-se na ponta do nariz. O rosto iluminou-se com um sorriso. O êxtase final começou.
Era o mahasamadhi, total absorção, do qual a mente jamais volta. Narendra, incapaz de suportar, desceu
as escadas correndo.

Dr. Sarkar chegou ao meio-dia seguinte e declarou que a vida havia ido embora há mais de meia hora. Às
cinco horas o corpo do Mestre foi trazido para baixo, colocado numa padiola, vestido com roupa ocre e
enfeitado com pasta de sândalo e flores. Formou-se uma procissão. Os transeuntes choravam enquanto o
corpo era levado para o crematório, no Ghat de Baranagore, no Ganges. Quando os devotos estavam
voltando para a chácara, carregando a urna com as cinzas sagradas, uma resignação calma desceu sobre
suas almas e eles gritaram: “Salve o Guru!”

A Santa Mãe estava chorando no quarto, não pelo marido, mas porque sentia que a Mãe Kali a havia
abandonado. Quando estava a ponto de colocar os símbolos de um viúva indiana, num momento de
revelação, ouviu as palavras de fé, “Apenas passei de um cômodo para o outro.”

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